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NEWSLETTER nº 55 - Setembro 2013
Há que tirar mais partido das Infraestruturas Europeias de Investigação no Horizonte 2020.

É através do acesso a boas infraestruturas de investigação que se consegue fazer ciência excelente, formar novas gerações de investigadores, posicionar competitivamente equipas no plano internacional, incentivar o processo criativo e de inovação, criar sinergias com a indústria e explorar o potencial de valorização económica da I&DT. Muito mais do que um equipamento, por mais dispendioso que seja, uma infraestrutura de investigação é um sistema organizacional, assente nas pessoas, cientistas e gestores de ciência, no equipamento e na capacidade para servir mais e melhor a comunidade científica.

Para os investigadores, a ligação a uma infraestrutura de investigação significa mais acesso: a infraestruturas nacionais e europeias, à informação, a equipamento e a serviços de gestão de ciência profissionalizados e a ferramentas de apoio à elaboração de propostas de I&D. Uma infraestrutura permite ainda uma mais ampla colaboração internacional, o enquadramento em equipas de investigação competitivas, maior oferta de formação científica e técnica especializada, maior visibilidade, maior impacto da I&D na economia e sociedade e, consequentemente, um aumento do potencial de criação de riqueza.

Este entendimento deu origem, em 2002, a nível europeu, ao nascimento do ESFRI – Fórum Estratégico Europeu de Infraestruturas de Investigação, uma iniciativa dos Estados-Membros da UE que desde 2006 desenvolve o Roteiro Europeu de Infraestruturas de Investigação.

Parte do orçamento do tema “Infraestruturas de Investigação” do 7ºPQ e, agora, também do Horizonte 2020, é dedicada à preparação e início de implementação das grandes infraestruturas europeias já identificadas como estruturantes e estratégicas. Mais de 70% destas infraestruturas Europeias são formadas por nós nacionais de infraestruturas com sede localizada num dos países promotores, captando assim financiamento Europeu para a sua implementação. Contudo, a participação nacional nas infraestruturas europeias de investigação ao longo do 7ºPQ foi muito reduzida, (veja o projeto que apresentamos nesta NL, um dos que tem mais envolvimento nacional em termos de participação e retorno financeiro, apesar de ter apenas 130 k€ num total de 8 M€ de financiamento UE). É preciso fazer muito mais e muito melhor.

A abertura do Concurso para a Criação de um Roteiro Nacional de Infraestruturas de Investigação de Interesse Estratégico, que encerra a 24 de Setembro, visa precisamente colmatar uma lacuna (Portugal é dos poucos países da UE que ainda não tem um roteiro nacional para as Infraestruturas) e, entre outros objetivos estratégicos a nível nacional, contribuir para que Portugal possa ter um papel mais ativo no programa europeu de Infraestruturas no Horizonte 2020 e passe também a ter acesso a Fundos Estruturais para o financiamento destas infarestruturas. Veja quais as infraestruturas que o ESFRI inclui na sua área de trabalho e não perca esta oportunidade. E conte connosco – o GPPQ/FCT tem um NCP dedicado ao tema! Contacte-o!

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